domingo, 14 de setembro de 2008

Nada como um tempo após um contratempo

Nada como uma dor ou uma grande perda, ou os dois juntos, para nos mostrar algumas coisas. Acho que crescemos, e muito, com a dor. Acredito que muitas vezes somos privados das coisas ou pessoas que gostamos para que aprendamos algumas lições. Sejam quais forem as lições. Para que aprendamos a ser menos egoístas, darmos mais valor a vida, para que saibamos apreciar as coisas simples, enfim, cada caso com sua lição.
Digo isso porque o final de 2006 foi pra mim um grande final. Um namoro acabado, uma monografia que quase acabou comigo (que incluiu briga da minha orientadora comigo e bloqueio de escritor), um estágio (que eu adorava) no fim e a faculdade no último ano.
Tudo isso foi demais para a minha cabeça. Parei de comer e não conseguia dormir. Minha única vontade era chorar. O que mais pesava era a perda do namorado e tudo isso era agravado pelas outras coisas que estavam no final. Passei a achar que minha vida não tinha sentido sem aquela outra vida. Eu estava de luto e não tinha ninguém para enterrar. O mais difícil era quando eu acordava. Eu simplesmente pensava: mais um dia sem ele...
Daí, certa vez liguei para ele e ele me falou de uma moça que estava gostando. Aquilo doeu, nossa como doeu ouvi-lo falar com tanto carinho de outra. Chorei muito e decidi que seria a última vez que eu choraria por aquele motivo.
No outro dia, eu acordei e pensei: “Só por hoje eu não vou sofrer. Só por hoje eu não quero mais chorar”. E fiz de tudo para me sentir um pouco melhor. No outro dia, acordei e pensei: “Só por hoje eu não vou sofrer. Só por hoje eu não quero mais chorar”. E assim, fui acostumando com a coisa. E ao longo de tempos, eu já conseguia ser feliz automaticamente.
Depois disso, passei a valorizar melhor quem está ao meu lado. Aprendi a conviver comigo mesma e ficar sozinha. Aprendi a deixar os que amo irem, não sem sofrimento, mas com a certeza de que algumas pessoas simplesmente devem passar por nossas vidas e não ficar para sempre. Também aprendi que às vezes, o muito que alguém nos oferece é muito pouco e que não devemos nos contentar com isso. Agora, tento viver um dia de cada vez e faço daquele dia o dia mais feliz da minha vida porque ele pode simplesmente ser o último. E não costumo desperdiçar meu último dia de vida com falso moralismo, com medo de amar ou de dizer o que penso. E com tantas outras coisas que não compensam...
Como diria Chico Buarque:
“E nada como um tempo após um contratempo
Pro meu coração
E não vale a pena ficar, apenas ficar
Chorando, resmungando, até quando, não, não, não”.


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4 comentários:

Anônimo disse...

Dói tanto meu coração, de ver vc,tão menina e tão mulher-madura. Queria fazer uma mágica: tudo ser como vc deseja. Só para vê-la jovem, despreocupada e feliz, aproveitando a vida como ela é.
Marilena

Diego disse...

Nossa, estou sentindo justamente tudo isso, minha namorada terminou comigo, mais ainda fica dizendo que me ama, isso me mata por dentro. adorei seu texto.

Anônimo disse...

sab, eu to passando por tudo isso, mais nã consigo me dizer esses palavrinhas magicas e n chorar por mais um dia.. doi tanto.. gostaria mt de n sofrer mais por esse amor. E ainda diz q me ama, isso é o qe mais doi em mim...
parabens pelo texto, adorei..

kássia mariana

Anônimo disse...

sab, eu to passando por tudo isso, mais nã consigo me dizer esses palavrinhas magicas e n chorar por mais um dia.. doi tanto.. gostaria mt de n sofrer mais por esse amor. E ainda diz q me ama, isso é o qe mais doi em mim...
parabens pelo texto, adorei..

kássia mariana