sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Respeitável público, com vocês os Acroloucos!


Foto: Júlia Mariano


Debaixo de uma sombra do Bosque dos Buritis eles não precisavam de muito para alegrar uma platéia de diferentes faixas etárias. Nariz vermelho, sapato grande, roupa colorida e cara pintada. Vendo pessoas assim logo de manhã o dia fica até mais bonito.
Eles entram ao som de:
“Uma pirueta
Duas piruetas
Bravo, bravo!”
Uma fila de palhaços de todos os tipos saltando, fazendo piruetas, cambalhotas, brincadeiras, caras e bocas. Um palhaço faz de tudo para que o outro caia, tropece, a cadeira é tirada quando um vai saltar de costas e cair sentado... tudo para o público morrer de rir. E por falar em rir, tinha uma velhinha do meu lado que se divertiu mais que qualquer uma criança da platéia.
“E tomba de bumbum
Que a patota
Grita mais um”
E se os palhaços saem de cena, logo entra o Maneco Maracá, que comanda o Circo Lahetô, pra chamar a próxima atração...
“Seu palhaço
Olha o público
Cansado de esperar
O espetáculo não
Pode parar”
A menina dos bambolês: sete de uma vez só! “E alguém aí da platéia quer fazer como ela?”. Ninguém quis. Os garotos em monociclos. A disputa dos palhaços para ver quem tem o maior carrinho. E se o som estraga, o palhaço toca tambor ao vivo mesmo.
“Que a moçada
Vai pedir bis
Que a moçada
Vai pedir bis”
Mas o melhor foi o número das facas. Chamaram um homem da platéia (acho que ele nunca tinha visto esse número antes e não sabia que era uma brincadeira) e o amararam numa tábua. Com os olhos vendados, ele não podia ver que as facas não eram atiradas e sim colocadas por outro palhaço na tábua. Imaginem a cara dele quando viu uma faca logo embaixo das pernas dele!
“Uma pirueta
Uma cabriola
Uma cambalhota
Não tô bom da bola
E o pessoal
Delira...
Maxipirulito...
Ultravioleta...
Bravo, bravo!”

Espetáculo: Acroloucos, do Circo Lahetô.
Música: Piruetas, de Chico Buarque.

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2 comentários:

Julia disse...

Acho que vc não viu foi a cara de desespero de uma das filhas do homem do numero das facas! Mesmo vendo que as facas eram colocadas e nao atiradas, ela ficou super apreensiva e as vezes tampava os olhos. Vai ver que era isso: ela tampava os olhos e também não via como o numero era feito. risos. beijo

KK disse...

Mayara do céu...

odeio palhaço, palhaçada, mágico, circo e comédia!

hahahahahahahaha