quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O tempo


Me deu vontade de tecer e destecer um tapete, como Penélope em Ítaca. Hoje não quero dormir. Queria apenas ouvir a sua voz. Agora não quero escutar o canto das sereias que chamam Odisseu. Minha vontade é de estar perto. Nesse instante não importa quanto tempo duram esses anos. Vou escrever um poema. Nessa noite não dá para esperar o destino. Estou traduzindo uma música. No frame que já passou não há culpa. Venha me contar um soneto.

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4 comentários:

Silva disse...

Muito lindo!!!!
Eu adoro a metáfora do texto (tecido) de Penélope. Alguém já disse sobre essa ação aparentemente amalucada que ela só ganha sentido se entendemos que são as franjas mais importantes de toda a epopéia antiga.
Você também escreve poemas!!!!
Uau!
Lindo demais!

Silva disse...

Quem é Silva?

Mayara Vila Boa disse...

Quem é Silva que acha que escrevo poemas?

Mayara Vila Boa disse...

Se não fosse Silva seria Souza, como faziam com o sobrenome dos escravos?